quarta-feira, 22 de junho de 2016

Polícia Ambiental aplica multa de R$ 98 mil por queimada


Por Lázaro Jr.

A Polícia Militar Ambiental multou em R$ 98,8 mil o proprietário de uma área rural em Santo Antônio do Aracanguá (a 36 km de Araçatuba) após ser identificada uma queimada irregular na propriedade. O crime ambiental aconteceu em 11/06/2016 e foi detectado por meio de imagens de satélite disponíveis no site do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

sábado, 23 de abril de 2016

Você sabe calcular a sua Pegada Ecológica?

Por Ana Conegundes

Imagine que você esteja andando em uma praia deserta, rente à água do mar. Você para, olha para trás e vê que seus pés estão deixando pegadas na areia, e, conforme as ondas chegam, sua marca vai sendo apagada e, em alguns instantes, não há mais nenhum vestígio de seus passos no chão molhado. 

A forma em que vivemos no planeta é muito semelhante a esse processo, exceto que nossos rastros demoram muito mais para serem apagados e, muitas vezes, ficam para sempre intrincados na Terra. Tudo depende de como caminhamos.

A WWF Brasil desenvolveu uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais. Expressada em hectares globais (gha), essa metodologia permite comparar diferentes padrões de consumo e verificar se estão dentro da capacidade ecológica do planeta. 
Em outras palavras, a Pegada Ecológica é uma forma de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade "utiliza", em média, para se sustentar.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Projeto na região cria ‘big brother’ com suçuarana

Equipe instalou 44 armadilhas fotográficas no entorno da usina
hidrelétrica de Promissão. Fotos: Instituto Pró-Carnívoros

Um grupo de onças-pardas ganhou ares de celebridade na bacia do Baixo Tietê. Os felinos foram registrados em seu habitat por armadilhas fotográficas. Três exemplares da espécie têm seus passos monitorados hora a hora. O que parece um "big brother ambiental", na verdade, faz parte de um projeto que promete ser uma esperança para o futuro da espécie, vítima de atividades humanas.

Desde o final de 2013, felinos que vivem na área influenciada pela usina hidrelétrica Mário Lopes Leão, no rio Tietê, em Promissão, são alvos de interesse no projeto "A Onça-parda na Bacia do Rio Tietê". A ação, parceria entre a empresa de energia AES Tietê e o Instituto Pró-Carnívoros, busca a preservação desta espécie.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Passarinho na prisão; abra a gaiola, deixe voar

O costume de criar aves em gaiolas tem profundas raízes históricas. Depois que Pedro Alves Cabral desembarcou em terras além-mar, muita coisa foi retirada do solo brasileiro. Pássaros exóticos estavam na lista da cobiça europeia.

Na extinta feitoria de Cabo Frio, erguida onde hoje é o litoral fluminense, ainda nos primeiros anos da "descoberta portuguesa", muita riqueza natural foi retirada de terras brasileiras. Pau-brasil foi um dos itens da cobiça, mas não o único.

Em segundo lugar na escala de produtos naturais embarcados, achavam-se os papagaios - aves cobiçadas pelos europeus. Os psitacídeos se tornavam animal de estimação, tanto pelo exótico colorido quanto pela particular capacidade de imitar a voz humana.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Conheça o ocapi, primo da girafa, alvo de milícias do Congo

Ocapis têm altura de até 2 metros;
já o macho da girafa chega a 6 metros de altura
Foto: IUCN
Encontrado nas florestas do nordeste da República Democrática do Congo, na África, o ocapi é o único outro membro vivo da família Giraffidae, ao lado da popular girafa. Atualmente, este animal pouco conhecido do grande público está ameaçado de extinção, conforme a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação das Espécies da Natureza).

As causas para o desaparecimento desta espécie lembram os problemas também enfrentados por outros animais, como a perda de habitat, caça ilegal e a destruição de suas florestas para a instalação de indústrias extrativas (mineração e petróleo). No entanto, também chama a atenção o risco decorrente de conflitos armados.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Governo federal descarta usina nuclear no rio Tietê

Angra 1, primeira usina nuclear brasileira
Foto: Divulgação
Quase dez anos depois de ser cotada como sede de uma usina nuclear, a região de Araçatuba está oficialmente descartada dos planos do governo federal para receber um empreendimento do tipo. A Eletronuclear confirmou, com exclusividade à Folha da Região, que conduziu estudos na bacia hidrográfica do Baixo Tietê, mas que há fatores que inviabilizam a instalação neste território de planta geradora de energia à base de material radioativo.

A série de protestos que engajou a região contra a possibilidade de instalar uma central nuclear - entre a usina hidrelétrica de Ibitinga e a foz do rio Tietê, em Itapura - teve início em 2007. À época, a proposta foi anunciada pela presidência da Eletronuclear, empresa de economia mista, subsidiária da Eletrobras e que atualmente responde pela geração de aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no Brasil, por meio de Angra 1 e 2, ambas no Rio de Janeiro.

Parlamentar foi chamado de maluco quando criou lei

Desde fevereiro de 2008, Araçatuba tem lei que proíbe a instalação de usina nuclear na área do município. A norma, de autoria do vereador Arlindo Araújo (PPS), foi aprovada naquela ocasião pela Câmara e sancionada pelo ex-prefeito Jorge Maluly Netto, já falecido. O parlamentar se recorda de ter sido chamado de maluco quando fez a propositura.