quarta-feira, 23 de março de 2011

Poderá faltar água na região em 2015

Levantamento inédito em todo o País divulgado no dia 22 de março pela ANA (Agência Nacional de Águas) revela que 20% dos 43 municípios da região de Araçatuba poderão ter déficit no abastecimento de água já em 2015.

O estudo aponta que as obras nos mananciais e nos sistemas de produção são fundamentais para evitar problemas no fornecimento de água em nove cidades indicadas, que juntas respondem por 8% da população regional, totalizando 59.118 habitantes.

O levantamento da ANA, intitulado de Atlas Brasil - Abastecimento Urbano de Água, cita Avanhandava e Gabriel Monteiro como os municípios da região que necessitam adotar novos mananciais, devido à insuficiência das disponibilidades hídricas superficiais ou subterrâneas, para o atendimento da demanda a partir do ano de 2015. Promissão, onde a Folha da Região também circula, foi incluída neste grupo.

Em outras sete cidades, as avaliações do atlas indicam que será preciso adequar os sistemas de produção de água (sistemas de captação de água, elevatórias, adutoras e estações de tratamento). Neste grupo, foram citados os municípios de Alto Alegre, Auriflama, Guzolândia, Luiziânia, Piacatu, Santópolis do Aguapeí e Sud Mennucci.

"Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado venha a ser consolidado", avalia o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.

Os dados do levantamento mostram uma situação satisfatória para as outras 34 cidades da região, incluindo os municípios de Araçatuba, Birigui, Andradina e Penápolis. Diferentemente de cidades como Bauru, Marília, Franca e São José do Rio Preto, Araçatuba não apresentou tendências de risco para o fornecimento de água no futuro.

NOVAS FONTES
O poder público não descarta buscar novas fontes hídricas para o município de Avanhandava. Por enquanto, a meta é a de implementar diversas ações para aumentar a disponibilidade hídrica do córrego Alambari, responsável por toda a água consumida pelos avanhandavenses. Atualmente, a cidade não registra risco de desabastecimento.

Segundo o biólogo Flávio Maschio, responsável técnico pelo Daaea (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Avanhandava), o município está em processo de executar um diagnóstico para apontar as ações que precisam ser feitas no Alambari.

O trabalho será feito por técnicos do departamento, com a parceria da Associação de Engenheiros de Penápolis. Outra ação prevista é a de implementar o Plano Municipal de Saneamento Básico, que está relacionado aos recursos hídricos.

"Os trabalhos vão se estender para as principais características do manancial (vegetação, erosão, qualidade da água), de sua nascente até a sua foz no rio dos Patos. A proposta é a de elaborar programas de recuperação do corpo d'água e das principais nascentes", explica Maschio. Os projetos serão executados com recursos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê.

OPÇÃO
A assessoria da Prefeitura de Gabriel Monteiro informou que não tem conhecimento de problemas relacionados ao fornecimento de água no município. O órgão comunicou que a água consumida pelos monteirenses é captada na cidade de Santópolis do Aguapeí, por uma decisão estratégica da empresa responsável por cuidar do abastecimento local, a Sabesp.

No entanto, garantiu que, se houver necessidade futura, Gabriel Monteiro conta com os córregos Barreiro e Lontra, que têm potencial para suprir eventual demanda. A assessoria frisou também que o município é destaque na preservação de suas nascentes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário