segunda-feira, 25 de abril de 2011

Região está na rota do tráfico silvestre

Zambão: "Araçatuba está no meio do caminho"
Foto: Alexandre Souza/Folha da Região - 02/06/2008
As rodovias da região são usadas como rota de tráfico de animais silvestres. A apreensão de aves feita pela Polícia Militar Ambiental subiu de 426 em 2009 para 510 no ano passado. Para conter a entrada ilegal destas espécies no Estado, o policiamento concentra seus esforços também nas áreas de divisa, mantendo unidade em Castilho, fronteira com o Mato Grosso do Sul.

Em setembro do ano passado, a Polícia Rodoviária apreendeu 149 filhotes de papagaios e quatro de maritacas nas proximidades de Penápolis. As aves estavam em gaiolas dentro de uma Parati e seguiam de Presidente Prudente para serem vendidas em São Paulo.

Estimativas do Ibama apontam que o tráfico de animais silvestres retira, anualmente, cerca de 12 milhões de animais da natureza. Outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões.

GRAVIDADE
"O tráfico de animais silvestres é muito grave e nós estamos na rota. A maioria dos animais que interessam aos traficantes é proveniente da Amazônia ou do Pantanal. O mercado consumidor está localizado nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro. Araçatuba está no meio deste caminho", afirma Julio César Zambão, chefe do escritório regional do Ibama de Araçatuba.

Os animais apreendidos passam por um complicado processo de reinserção na natureza. As limitações na infraestrutura ambiental fazem com que o Ibama dependa de voluntários cadastrados na região para a realização dos trabalhos de readaptação e soltura dos animais em seu habitat.

Nos casos de grandes apreensões de filhotes de papagaios, são encaminhados para o Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Nenhum comentário:

Postar um comentário