quinta-feira, 5 de maio de 2011

ONG contará número de árvores da cidade

Clube da Árvore quer que censo seja
instrumento de políticas públicas
Foto: Valdivo Pereira (Folha da Região)
O município de Araçatuba tem quantas árvores? Quais regiões da cidade são mais ou menos arborizadas? Em que situação se encontra a vegetação urbana? Estas são algumas perguntas que a ONG (Organização Não Governamental) Clube da Árvore pretende responder por meio de um censo arbóreo, que terá início no próximo semestre. A entidade pretende que seu estudo, com formato inédito para a cidade, seja utilizado nos futuros projetos de arborização.

Para tornar o censo arbóreo completo, indo além da contagem numérica das espécies, a ONG definiu três campos de trabalho. O primeiro deles é a avaliação das árvores plantadas, apontando o seu "estado de saúde". Paralelamente a isso, serão verificados se os recentes plantios ocorreram de forma adequada e quais são as áreas potenciais na zona urbana que podem ser usadas para novos reflorestamentos.

DRÁSTICAS
Conforme o projeto, mesmo com a existência de uma legislação específica, as árvores das ruas e avenidas de Araçatuba continuam sendo danificadas, mutiladas ou eliminadas durante as reformas urbanas, por isso as espécies utilizadas na arborização devem ser bem selecionadas. Outro aspecto levantado é que a cidade convive com o problema das podas drásticas, sem autorização do órgão competente.

O projeto poderá ser usado pela Prefeitura, que não dispõe de um censo dessa natureza. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirma que a realização de um inventário "é um trabalho que necessita de grande mão de obra, que a Prefeitura projeta em parceria com ONGs."

HISTÓRICO
"Um inventário de arborização urbana em Araçatuba será de grande importância histórica, social, política e ambiental para o município, pois a cidade não possui um diagnóstico técnico e científico sobre o número exato de árvores e espécies plantadas em vias públicas", afirma a bióloga e secretária do Clube da Árvore, Jaqueline dos Santos Casoni.

"Dada sua grande abrangência, pode funcionar como um poderoso instrumento de esclarecimento e persuasão dos administradores e da população, influenciando, inclusive, a política para alocação dos recursos públicos", explica o biólogo e presidente da ONG, Antônio Luiz Magno. Além de Magno e Jaqueline, também assinam o projeto as biólogas Márcia Gonçalves Gomes dos Santos e Isabela Natali.

FASES
O inventário está dividido em três fases. A primeira delas ocorrerá com o recenseamento nas ruas do Fico, Marechal Deodoro, Luís Pereira Barreto, Marcílio Dias, Brasil e Aguapeí, além do Centro. A segunda se entenderá por todos os bairros da cidade. Na última etapa, a contagem será registrada num banco de dados.

A equipe do censo arbóreo será formada por dez pessoas, entre biólogos e estudantes de cursos da área ambiental. Cada membro estará identificado com camiseta, boné e crachá. Durante o levantamento, a equipe distribuirá um panfleto educativo informando o motivo e a importância do inventário e conversará com os moradores sobre a preservação do meio ambiente.

ONU
No final da ação, será calculado o índice de área verde por habitante, cujo valor recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas) é de 16 metros quadrados por habitante. Um relatório será elaborado com os resultados obtidos e projetos de trabalhos que deverão ser desenvolvidos posteriormente. O documento será enviado aos órgãos competentes do município.

A previsão de duração do projeto é de 12 meses a partir do início do levantamento. No entanto, devido aos custos da iniciativa, estimados em R$ 26.605,48, o Clube da Árvore informa que atualmente só dispõe de recursos para concluir a primeira fase. A ONG pretende atrair parceiros dos setores públicos e privados para abater os gastos das duas fases seguintes. O telefone da ONG é (18) 3301-3869.

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