quarta-feira, 1 de junho de 2011

Carroceiros pedem regularização de ecopontos

A dona de casa Maria Aparecida Rilo, 65 anos, moradora do bairro Clóvis Picoloto há mais de 20 anos, cuida de uma área verde da localidade, mas afirma estar desanimada com o trabalho. "É uma pouca vergonha. Todo mundo joga lixo e bicho morto, tanto os carroceiros quanto os moradores", afirma, sobre o minilixão no final da rua Itamar Martinez Álvares, no bairro Lago Azul, próximo à casa da moradora. Neste local é possível encontrar até carcaças de computadores, altamente poluente na natureza.

Jair Ferreira de Moraes, presidente do Sindimoto de Araçatuba, entidade que também representa os carroceiros, sai em defesa da categoria. "O carroceiro não quer fazer baderna, mas o município precisa oferecer o local adequado para o descarte", alega.

Moraes afirma que os dois ecopontos em funcionamento na cidade são insuficientes, pois deveria haver ao menos cinco. Os carroceiros, alegando a preservação física dos cavalos, afirmam que é difícil percorrer grandes distâncias para jogar o entulho no local correto.

"O carroceiro acaba ajudando a população a fazer entulho, mas não é só ele. Tem que dar o ponto para ele trabalhar", ressalta. Conforme estimativas do sindicato, Araçatuba tem mais de 500 carroceiros, que ganham de R$ 15 a R$ 20 para cada transporte de entulho efetuado.

CINCO ÁREAS
A Prefeitura de Araçatuba encaminhou nota à Folha da Região informando que a cidade terá, até o final deste ano, cinco ecopontos para o descarte de entulhos, que deverão ajudar a despoluir as áreas usadas indevidamente.

Dois deles já estão funcionando nos bairros Lago Azul e Carazza. O próximo será no bairro Aviação. Os outros dois não tiveram os endereços revelados. Além destes, ainda funciona no bairro Arco-íris um espaço para o descarte de resíduos da construção civil.

Sobre a existência de minilixão ao lado de ecoponto em funcionamento no final da avenida Waldemar Alves, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade informou "que a empresa responsável estuda alternativas para melhorar o recolhimento de grandes volumes de galhada."

A pasta também disse estar atuando em parceria com a Guarda Municipal e com a Polícia Ambiental para combater os chamados minilixões. "Os carroceiros cadastrados que estiverem jogando material fora do ecoponto serão notificados e denunciados à Polícia Ambiental. Os demais estão em processo de cadastramento", comunica o órgão.

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