quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2012 será o ano da mobilização ambiental

População será chamada para discutir meio ambiente
Foto: Paulo Gonçalves/Folha da Região
No próximo ano, líderes mundiais estarão no Rio de Janeiro para uma conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) que discutirá temas como o crescimento econômico e a preservação ambiental. O encontro, que é chamado de Rio+20, fará com que os holofotes se voltem novamente ao Brasil após a ECO-92. É neste contexto que a gestão ambiental pretende transformar o período como o "ano de mobilização ambiental em Araçatuba".

Para que esse marco se concretize, a meta é a de realizar a 1ª Conferência Municipal de Meio Ambiente de Araçatuba. As discussões oficiais começam em janeiro, quando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realiza sua planificação estratégica. O secretário Jorge Hector Rozas defende que o processo de debate sobre sustentabilidade seja iniciado nos bairros e atravesse as regiões da cidade para só então chegar ao contexto municipal.

Município promete fim a ‘elefante cinza’

Município mantém atualmente área para
descarte de entulho de construção civil
Foto: Paulo Gonçalves/Folha da Região
A área para o despejo de entulho localizada no bairro Arco-íris, em Araçatuba, representa para o município aquilo que pode ser chamado de "elefante cinza" da construção civil. A situação do espaço impõe um desafio à administração municipal para ser resolvido com urgência, pois, enquanto a expansão imobiliária cresce em ritmo acelerado, gerando quase 200 toneladas de resíduos diariamente, a vida útil do espaço provisório já está no limite.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Araçatuba adotou o problema como uma das prioridades para o ano de 2012. De acordo com o secretário da pasta, o ambientalista Jorge Hector Rozas, a intenção é instalar uma usina de reciclagem de resíduos da construção civil, por meio de parceria entre o poder público e a iniciativa privada. A ação demanda investimento que varia de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lixo orgânico pode servir para compostagem

Uma parcela significativa do lixo que é queimado, enterrado ou que vai parar nas lixeiras, poderia ser transformada em adubo orgânico para fertilizar o solo de plantações, jardins e vasos de plantas. Por meio da técnica de compostagem, o próprio morador pode fazer o seu fertilizante natural, usando para isso os resíduos orgânicos que não servem mais para consumo.

Videorreportagem mostra como fazer compostagem:


Araçatuba queima 30 t de lixo por mês

Moradora do assentamento
Hugo Herédia ateia fogo; local sem coleta
Foto: Valdivo Pereira/Folha da Região
Mais de 30 toneladas de lixo geradas por 1.796 moradores são queimadas e enterradas mensalmente em Araçatuba. A destinação inadequada ocorre principalmente na zona rural do município, onde a coleta pública falha e parte da população ignora os riscos ambientais.

Além de poluir o ar e aumentar a emissão de gases do efeito estufa, a prática traz sérios problemas à saúde, pois atrai vetores de doenças, e pode estar contaminando a água usada para consumo.

O descarte indiscriminado ocorre em 605 domicílios araçatubenses, sendo que 522 ateiam fogo aos resíduos, 70 enterram o lixo e 13 usam terreno baldio e rio para desovar tudo aquilo que não serve mais.

Os números foram revelados nesse semestre pelo Censo 2010, realizado no ano passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa conta com dados coletados diretamente com a população.

Apesar de haver separação na forma como o censo apresenta as diferentes formas de descarte de lixo, a Folha da Região apurou que queimar e enterrar resíduos domésticos são duas ações que caminham juntas.
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