terça-feira, 17 de abril de 2012

Minipantanal paulista deve ganhar sede em 2013

Parque Aguapeí deve ganhar trilhas, mirantes e outros atrativos
Foto: Valdivo Pereira/Folha da Região
O Parque Estadual Aguapeí deverá receber uma sede administrativa e um centro de visitantes no primeiro semestre do próximo ano, que ocuparão área localizada no município de Nova Independência. De acordo com a Fundação Florestal, órgão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, também estão sendo providenciadas medidas para a implantação de áreas de uso público, como trilhas, mirantes e outros atrativos para fomentar a visitação e o ecoturismo.

A área total do parque é de 9.043 hectares, incluindo terras de seis municípios da região noroeste cortadas pelo rio Aguapeí, também conhecido como Feio: Castilho, Nova Independência, Guaraçaí, São João do Pau D'Alho, Monte Castelo e Junqueirópolis. Apresenta grandes extensões de várzeas, sendo uma região alagada durante as estações de chuvas, quando as águas do rio transbordam e inundam as áreas adjacentes às margens, conferindo o apelido de "minipantanal paulista" ao local.

"Não temos ainda a infraestrutura de sede, que é o ponto inicial para você ter um movimento maior de ecoturismo e visitas para educação ambiental", explica o gestor do Parque Aguapeí, Nelson Gallo. Conforme ele, com a efetivação da sede e do centro de visitantes, será possível aumentar a proximidade entre a unidade de conservação e a comunidade.

PLANO
Desde a implementação do plano de manejo do parque, em 2010, alguns avanços ocorreram. Foi criado um conselho consultivo para a unidade de conservação, constituído por 24 instituições (públicas e da sociedade civil) da região. O grupo já completou dois anos de atividades, participando do processo de gestão.

Nelson Gallo diz que centro de visitantes favorece ecoturismo
Foto: Valdivo Pereira/Folha da Região
Ainda em 2010, o parque passou a contar com três postos de fiscalização diurna, com vigias atuando através de rondas por terra e rio. A administração do espaço constatou diminuição gradativa da pressão do homem sobre a unidade de conservação, principalmente aquelas relacionadas às práticas de caça e pesca. O cercamento do perímetro do parque também foi concluído.

A estimativa de custo global do programa de manejo é de R$ 10,7 milhões até 2015, quando poderá ocorrer revisão no plano. Gallo explica que a Cesp (Companhia Energética de São Paulo) possui um compromisso de investimento anual no parque, destinado ao custeio da unidade de conservação. "Outra parte dos recursos são provenientes de compensações ambientais de empreendimentos instalados na região do parque", afirma.

REGENERAÇÃO
Para este ano, a previsão é a de que sejam plantadas 240 mil mudas de espécies nativas na unidade de conservação. A ação de reflorestamento das áreas degradadas ocorre por meio de parcerias, possíveis pela disponibilização de áreas para o cumprimento de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

"A gente observa que, em algumas áreas, o processo de regeneração é bem mais acelerado. Em alguns pontos, a gente observa uma formação de floresta nativa em estágio inicial. Em outros, pelo histórico das atividades agrícolas no passado, é mais difícil a regeneração, sendo necessário programar o plantio", explica Gallo.

Região alagada é chamada de "minipantanal paulista"
Foto: Valdivo Pereira/Folha da Região 
É muito comum encontrar no Parque Aguapeí animais típicos do pantanal sul-mato-grossense e de áreas alagadas. Entre esses animais estão aves como o tuiuiú, joão-grande, colhereiro, garça-branca-grande, garça-branca-pequena, marreca, biguá e o tachã. Também são encontrados capivara, anta, cervo-do-pantanal, jaguatirica e jacaré.

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