segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sítio de Coroados trata esgoto com tecnologia da Embrapa


Jefferson Rabal mostra fossa biodigestora,
sistema para família tratar esgoto na zona rural
Foto: Paulo Gonçalves/Folha da Região
O sítio Naturaleza colocou em funcionamento, no ano passado, um sistema de fossa séptica biodigestora. A tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) com a proposta de evitar que a falta de tratamento do esgoto comprometa saúde da população, pois muitas doenças são transmitidas pela água, como diarreia, hepatite e cólera.

O ambientalista Jefferson Rabal explica que, para fazer a fossa biodigestora, foram usados apenas três caixas d'água e conexões para interligar o esgoto de uma caixa para outra. Na terceira caixa, pedras, pedrisco e areia promovem uma filtragem da matéria orgânica e, quando finalizado o tratamento, as águas passam por um pequeno lago com plantas aquáticas para garantir a eficiência do sistema.

SUGESTÃO
Pelos estudos da Embrapa, esse tipo de tratamento é ideal para uma família composta por cinco pessoas que despejam 50 litros de água e resíduos por dia. Se houver mais gente, a sugestão é colocar mais uma caixa de mil litros. O custo da fossa varia de R$ 700 a R$ 1 mil.

Membros da AGA (Associação do Grupamento Ambientalista) estão testando pequenas alterações no projeto para incluir também o tratamento das águas cinzas (pias e ralos), já que o projeto da fossa biodigestora é exclusivo para as águas negras (vaso sanitário).

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Um comentário:

  1. Gostaria de saber se no caso da caixa d'água com aguapés o cano de entrada fica por cima ou por baixo.
    Atenciosamente

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