quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mexilhão atravessou oceanos antes de invadir região

Pesquisadores alertam para risco de proliferação
da espécie invasora por meio de embarcações
Foto: Valdivo Pereira/Folha da Região
Estudos sugerem que a introdução do mexilhão-dourado na América do Sul deu-se através da água de lastro (matéria pesada que se coloca no fundo de uma embarcação) de navios provenientes de Hong Kong ou da Coreia, primeiramente em portos da Argentina, de onde se expandiu rapidamente para as porções baixas da bacia do rio Paraná, chegando até o Estado de São Paulo.

Há relatos de que, em 2004, o animal já havia chegado até a usina de Barra Bonita, no rio Tietê. Conforme apresentação recente em simpósio da Embrapa Pantanal, o fluxo de barcos e balsas através da malha hidroviária tem sido considerado o maior veículo de dispersão do molusco pelos países sul-americanos.

Algumas pesquisas sugerem que larvas e indivíduos da espécie exótica já em fase reprodutiva se fixam nos cascos e nos sistemas de captação de água das embarcações para se deslocar por grandes distâncias.

O pesquisador Marcel Ricardo da Silva ressalta que é preciso tomar cuidados internos para que as embarcações não levem o mexilhão-dourado para outros rios. "Os pescadores precisam limpar barcos antes de irem para outras regiões", disse.

Caso o animal venha a se proliferar em mananciais usados para o abastecimento público, podem ocorrer muitos prejuízos para os responsáveis pelo sistema de tratamento.

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