quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Empresa testa ‘asfalto verde’ na região de Araçatuba

Via de acesso a Murutinga do Sul: 580 toneladas de borracha
Foto: Divulgação

A concessionária Via Rondon terminou no início deste mês o primeiro teste com "asfalto verde" na região de Araçatuba, com recape na via de acesso que liga a cidade de Murutinga do Sul à rodovia Marechal Rondon (SP-300).

O processo empregado consiste em aproveitar borracha de pneus velhos na pavimentação. Se o desempenho for bom, a empresa quer estender a técnica para toda a rodovia.

A via de acesso que recebeu a intervenção no pavimento é a SPA-624, cuja extensão é de 3,32 quilômetros. Foram utilizadas 580 toneladas de borracha na obra - proveniente de empresas especializadas em reciclagem - misturadas com asfalto convencional.

De acordo com o engenheiro Gianpaulo Novelli, da Via Rondon, "o resultado é um asfalto de qualidade melhor que a do tradicional, com excelente relação entre custo e benefício". "A melhora na aderência dos pneus dos veículos que trafegam pela rodovia a este novo composto do asfalto também proporciona mais conforto ao usuário", afirma.

Novelli garante que a Via Rodon é a primeira empresa a utilizar essa nova técnica no Estado de São Paulo, com a adição de 20% de borracha na mistura." Países como África do Sul, Uruguai e Estados Unidos já utilizam o método de produção de asfalto reutilizando pneus nesta proporção.

VIABILIDADE
Segundo o engenheiro, a empresa está avaliando no trecho delimitado o novo tipo de material, mas já acredita em sua viabilidade e na possibilidade de estender seu uso para toda a rodovia. No entanto, a estimativa é que sejam necessários cinco anos para confirmar precisamente a durabilidade deste tipo de pavimento.

Conforme a assessoria de imprensa da concessionária, o processo de pavimentação ecológica consiste em reaproveitar a borracha de pneus de caminhões e ônibus, separando-a do arame e misturando-a com outras substâncias.

Dados apontam que mais de 40 milhões de pneus são fabricados por ano no Brasil, sendo que quase metade da produção acaba sendo descartada neste período.

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