sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Retrospectiva: Nossa Terra recorda fatos ambientais de 2012

Benedito-de-testa-amarela no Parque Ecológico Baguaçu
Foto: André Briso
O ano de 2012 chega ao fim marcado por um considerável amadurecimento no debate ambiental. Entre os solavancos de conferências sem resultados práticos, pequenas iniciativas regionais em benefício da sustentabilidade e debates calorosos em torno de projetos polêmicos, a sociedade mudou o tom do discurso e percebeu ainda mais que as políticas em prol do meio ambiente ultrapassam ações esporádicas e desconectados do universo social.

Os desafios do ano que se inicia não são poucos. A cidade de Araçatuba, incluindo o poder público, iniciativa privada, terceiro setor e toda a comunidade, tem um imenso passivo a ser resolvido.

Para que 2013 seja ambientalmente mais equilibrado, vale a pena recordar as principais notícias dos últimos meses. O blog Nossa Terra selecionou, junto ao acervo da Folha da Região, fatos ambientais que mexeram diretamente com a vida da comunidade. Confira:

JANEIRO
Os associados da Cooper Araçá (Cooperativa de Coleta Seletiva e Beneficiamento de Materiais Recicláveis de Araçatuba) obtêm o seu ganha-pão por meio daquilo que a sociedade descartou um dia, atuando nas instalações do aterro sanitário. Os ganhos poderiam ser maiores, pois o material reciclado representa apenas 1,1% das 5,4 mil toneladas de lixo geradas mensalmente no município.
Associados da cooperativa
Foto: Arquivo/Folha da Região
FEVEREIRO
Documento divulgado pelo Ministério do Ambiente traz Araçatuba como destaque nacional quando o assunto são as ações para uma sociedade sustentável. O relatório tem por base questionário respondido por 1,6 mil cidades do Brasil que discutem a criação da Agenda 21 Local, processo de planejamento participativo para desenvolvimento sustentável.

MARÇO
Um golpe contra quem pretende cortar árvores. Resolução do Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) aumentou o número de mudas que deverão ser plantadas como forma de compensação ambiental em Araçatuba.
Sede do Ibama em Araçatuba
Foto: Arquivo/Folha da Região
No mesmo mês, o MPF (Ministério Público Federal) cobra melhor infraestrutura para o escritório do Ibama em Araçatuba.

ABRIL
Em pleno século 21, 30% dos municípios da região de Araçatuba ainda não coletam todo o esgoto gerado. Outros 12% fazem a coleta, mas não realizam o tratamento de todo efluente.

E mais: a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) reprovou os aterros sanitários de Buritama, Glicério e Santo Antônio do Aracanguá.

Mas também tivemos bons exemplos. No Sítio Naturaleza, às margens do Baguaçu, em Coroados, a prioridade é proteger as águas do ribeirão.
Sítio de Coroados dá
exemplo de preservação
Foto: Arquivo/Folha da Região
MAIO
A bioinvasão do mexilhão-dourado, molusco originário de países do leste asiático e de rios chineses, causa prejuízos econômicos e ambientais na região de Araçatuba. Pesquisadores da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Araçatuba estão buscando alternativas para este problema.

Mexilhão chega ao rio Tietê
Foto: Arquivo/Folha da Região
Já um estudo elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade mostra que Araçatuba possui 8% de índice de cobertura vegetal, valor que está muito abaixo comparado a alguns índices considerados ideais.

JUNHO
Foi um mês e tanto. A Mata Atlântica perdeu 37 hectares no período de 2010 a 2011 na região de Araçatuba, colocando a localidade na segunda posição estadual em desmatamento.

E por falar em verde, a rua Marcílio Dias, considerado um dos corredores comerciais mais desérticos de Araçatuba, recebeu o plantio de 60 árvores, com previsão de outras 70 mudas ao longo do mês. Alguns dias depois, a secretaria já enfrentava vandalismo com árvores arrancadas nesta via.
A luta pela Marcílio Dias mais verde
Foto: Arquivo/Folha da Região
O documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, acordado entre as delegações de 193 países, frustrou ambientalistas.

Os supermercados de Araçatuba voltaram a distribuir sacolas plásticas, que estavam ausentes dos caixas varejistas há quase três meses.

JULHO
A Folha da Região adiantou: Araçatuba não terá um plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos até o dia 2 de agosto, prazo estipulado por lei. De acordo com o Governo Federal, a situação impedirá o município de ter acesso  a recursos da União destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo do lixo.

AGOSTO
O ar respirado pelo araçatubense está pior. Medições feitas pela estação de monitoramento da qualidade do ar instalada no município indicam que aumentou de 22% para 43% a quantidade de dias classificados como regular com base nas concentrações do gás ozônio.
Qualidade do ar em Araçatuba preocupa
Foto: Arquivo/Folha da Região
O araçatubense está esbanjando menos recursos hídricos. O consumo médio per capita diário reduziu em 37% no município.

No entanto, a irresponsabilidade de alguns moradores faz com que o poder público tenha que recolher das ruas, calçadas e terrenos baldios de Araçatuba, entre 1 mil e 1,5 mil toneladas de detritos ao mês.

SETEMBRO

O Parque da Fazenda, projeto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, foi aberto no dia do começo da primavera, de forma definitiva e gratuita para o público. Os frequentadores têm atrações construídas pelo homem e uma série de atrativos naturais.
Secretário Jorge Rozas apresenta trilha do parque
Foto: Arquivo/Folha da Região
OUTUBRO
O Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) do Estado iniciou o cadastramento de usuários de recursos hídricos. O objetivo é formar um banco de dados antes da implantação definitiva da cobrança pelo uso da água na área de abrangência do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê.

Vetos presidenciais ao Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional, são publicados no Diário Oficial da União. O principal deles retira do texto a flexibilização para a recuperação de áreas de preservação permanente nas margens de rios.

NOVEMBRO
Esquenta o debate em torno da proposta de instalar um aterro privado em Araçatuba para receber lixo de 31 municípios da região. Produtores rurais que atuam nas imediações da área temem prejuízos em suas atividades com a vinda do empreendimento. A luta para instalar ou barrar o empreendimento continua em 2013, envolvendo poder público, iniciativa privada e movimento contrário à importação do lixo.
Ruralistas rejeitam escolha de área para aterro
Foto: Arquivo/Folha da Região
DEZEMBRO
Depois de quatro participações consecutivas no programa Município Verde Azul, do Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de Araçatuba rejeitou este ano a ação. O Executivo discorda dos critérios utilizados.

Se você lembrou de outro fato marcante em 2012, não se esqueça de deixar seu comentário no Blog Nossa Terra. E que 2013 seja outro ano em que o meio ambiente estará presente na pauta da comunidade. Conte conosco nesta missão.

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