quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Homem trocou indústria por serviços em mata

Silva: "A coleta te dá a satisfação
de, após andar muitos quilômetros, encontrar boas sementes"
Foto: Paulo Gonçalves/Folha da Região
O linense Jocelino da Silva, 62 anos, conheceu de perto o trabalho numa indústria. No início da sua carreira profissional, atuou como técnico, por quase uma década, numa fábrica de produtos alimentícios de Lins, cujo carro-chefe era o molho de soja (shoyu). Mas, no de 1979, ele mudou radicalmente de área para cultivar mudas de árvores nativas.

A entrada de Silva no programa de Manejo de Flora se deu na época em que a usina de Promissão pertencia à Cesp (Companhia Energética de São Paulo). A AES Tietê é resultado do processo de privatização da companhia, com contrato de concessão de 30 anos (até 2029).

Há três décadas, as técnicas de manejo florestal ainda não eram tão desenvolvidas como hoje. "As mudas eram plantadas em latas e sacos plásticos. Assim, era preciso mais espaço para acomodá-las", se recorda.

Atualmente, a empresa emprega tubetes e, em breve, quer usar tubetes de papel biodegradável, mais práticos e ecologicamente corretos.

Sobre a mudança de área, da indústria para a mata, Silva afirma que valeu a pena. "Tudo que consegui em minha vida foi através dessa atividade dentro da área de meio ambiente."

Silva é técnico em meio ambiente e funcionário da Casa da Floresta, empresa contratada pela AES para a produção de mudas. De acordo com ele, todas as etapas do processo são importantes, da coleta de sementes até o término da muda.

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