segunda-feira, 8 de abril de 2013

Engenheiro critica falta de estudos para liberar caça ao javali

Profissional vê norma como 'precedente para caça esportiva'
Foto: Divulgação/Ibama
Para o engenheiro florestal Ernesto Sawaeda, a normativa que liberou a caça do javali e sua linhagem foi precipitada. Ele considera que a medida será pouco eficaz para atingir a erradicação da criatura, pois faltam estudos sobre o bicho.

"Não há números ou estimativa sobre a população desta espécie em todo País. Como vamos combatê-la sem esta informação?", questiona.

"Considero que o Ibama abriu um precedente para a caça esportiva. Me parece uma piada", critica. O profissional propõe que seja estabelecida uma nova metodologia para esse controle, ainda a ser desenvolvida, sem a necessidade de caça com arma de fogo.

"Minha sugestão é que o animal seja capturado, estudado, pesquisado e, só então, abatido. Assim, teríamos mais conhecimento sobre ele", aponta.

De acordo com o Ibama, os relatórios da atividade de abate dos javalis a serem declarados à autarquia também serão utilizados pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) como uma fonte de informação aos estudos de ocorrência e sanitários. Além disso, um comitê foi criado para monitoramento destas populações selvagens.

O javali é suscetível a diversas doenças que acometem outras espécies, tais como bovinos, ovinos, equinos e os próprios suínos.

"Ele transmite a febre aftosa. Creio que seja uma questão de tempo para os javalis do Paraguai, onde não há controle da doença, a transmitam para o rebanho bovino de estados brasileiros, como São Paulo", completa Sawaeda.

Um comentário:

  1. "Ele transmite a febre aftosa. Creio que seja uma questão de tempo para os javalis do Paraguai, onde não há controle da doença, a transmitam para o rebanho bovino de estados brasileiros, como São Paulo", completa Sawaeda.
    Mais um motivo para serem abatidos a qualquer custo.

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