quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Clube da Árvore investe no ecoturismo em matas paulistas

Ecoturistas na trilha Barreiro das Antas, no Morro do Diabo
Fotos: Divulgação
A Mata Atlântica foi castigada com o desenvolvimento desordenado e ganhou o título de bioma mais ameaçado do planeta. Cuidar do que restou por meio da conscientização se tornou um dos trabalhos do Clube da Árvore. A ONG (Organização Não Governamental) araçatubense apostou no ecoturismo para mostrar aos moradores da região a riqueza natural das florestas paulistas.

Ao longo do ano passado, a entidade promoveu três passeios ecológicos em unidades de conservação. Cada viagem reuniu 27 pessoas, em média, mesclando ambientalistas e indivíduos fora desse meio, incluindo profissionais das áreas de publicidade, economia, atendimento e serviço público. Para a temporada 2014, três novas excursões já estão programadas.

Em novembro, o grupo araçatubense viajou para o Petar (Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira), localizado em Apiaí, no extremo sul do Estado. Em março e no mês passado, os ecoturistas locais conheceram o Parque Estadual Morro do Diabo, localizado na região do Pontal do Paranapanema, no município de Teodoro Sampaio.

O biólogo Marcelo Rodrigues Freitas de Oliveira, secretário da ONG, explicou que o objetivo do projeto, batizado de “Conhecendo a Mata Atlântica”, é sensibilizar o público por meio do contato direto com a natureza. "Como o foco está na educação ambiental, queremos que as pessoas com menos entrosamento ecológico também participem", disse, lembrando que o ecoturismo junta diversão com sensibilização ambiental.
Hora de refrescar na Cachoeira das Andorinhas, no Petar

No Morro do Diabo, cuja unidade de conservação tem 33,8 mil hectares, os participantes se deparam com um "mar verde", onde é possível participar de trilhas. Em uma delas, depois de percorrer 2,5 mil metros, os ecoturistas chegam ao alto do morro, que oferece uma visão privilegiada da mata preservada, pastagens, assentamentos e o rio Paranapanema.

"Na região Noroeste, praticamente não é possível encontrar locais como o Morro do Diabo, que oferece a oportunidade de enxergar o verde até onde a vista alcançar", explicou Oliveira. Em média, os participantes desembolsaram R$ 170,00 nessa aventura, valor que inclui pousada, ônibus, guia, alimentação e seguro de vida em grupo. No caso do Petar, o custo é de R$ 550,00, também com tudo incluso.

Quem conheceu o Morro do Diabo pela primeira vez no mês passado foi a auxiliar administrativa Marcelina Aparecida dos Santos, 21 anos, que mora em Guararapes e trabalha em Araçatuba. Ela contou que sempre gostou de fazer trilhas, mas que essa foi a primeira viagem ecológica da qual participou. "O grupo viajou com o mesmo propósito, o que deixou o passeio mais rico. Subir o morro foi fantástico", comentou.

CAVERNAS
Grupo visita caverna Alambari de Baixo, no Petar
Em Apiaí, os turistas de Araçatuba tiveram contato com 35,7 mil hectares preservados de Mata Atlântica, além de formações naturais únicas, como cavernas e cachoeiras. "O Petar possui um tipo de floresta bem diferente ao da nossa região, com árvores altas e copas fechadas. Também possui espaços onde é possível fazer atividades de interpretação ambiental e histórica", afirmou Marcelo Oliveira.

O secretário do Clube da Árvore disse que as viagens não visam o lucro, sendo cobrado apenas o custo dos serviços utilizados. Conforme ele, estão programados mais passeios ao Morro do Diabo, em março, ao Petar, em abril, e ao município de Brotas, em maio. Nesse último, os atrativos vão das belezas naturais aos esportes de aventura, incluindo arborismo e rafting (descida em corredeira com botes infláveis).

SERVIÇO
Para participar dos passeios, o interessado deve confirmar o interesse com antecedência, pois as vagas são limitadas. O contato pode ser feito pela fanpage do Clube da Árvore no Facebook ou pelo telefone (18) 9-9134-8907.

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